Gestação coletiva de matrizes suínas: vantagens e desvantagens
- Jachsson Beal
- 23 de mar.
- 2 min de leitura
Jachsson Beal

O suinocultor que optar por um projeto neste sistema de produção deve
buscar assistência com profissionais especializados
A difusão de boas práticas relacionadas à gestação coletiva de matrizes suínas e a capacitação de trabalhadores das unidades produtivas, dos técnicos que atuam no segmento, dos produtores de suínos e demais agentes da cadeia sobre tais tópicos são fundamentais para garantir uma produção mais ética.
Diante de tantas opções, uma análise criteriosa de investimento e dos resultados esperados deve ser feita antes de se decidir pelo modelo mais adequado de produção em gestão coletiva de matrizes suínas. No desenvolvimento dos projetos, sejam eles novos ou de adaptação, é preciso ir a fundo nos detalhes construtivos. Uma mão-de-obra treinada e qualificada faz toda a diferença para a funcionalidade do sistema.
As falhas mais comuns são aquelas relacionadas à falta de treinamento adequado da equipe ou à inadequação do número de pessoas para trabalhar no sistema. Trocar informações e experiências com produtores que já realizaram a transição é uma prática altamente recomendável para evitar falhas previsíveis e tornar o processo mais efetivo.
Os países desenvolvidos já adotaram a gestação em grupo como modelo ideal na suinocultura e estão eliminando progressivamente o uso de baias individuais. Na França e na Alemanha, por exemplo, 70% das matrizes estão alojadas de forma coletiva, mas para fazer essa transição com sucesso é preciso estar atento às características comportamentais da espécie suína.
OBSERVAÇÕES
As matrizes vivem em grupos estáveis de fêmeas e quanto mais homogêneo for o plantel, melhor;
Nos galpões de gestação coletiva, recomenda-se uma densidade de 2,4 m² por matriz alojada;
O número de matriz por baia deve estar de acordo com o sistema de alimentação a ser implementado;
A água deve ser garantida em quantidade suficiente e as chupetas devem ter vazão mínima de 2 litros por minuto;
A hierarquia é estabelecida por dominância, com base na ordem de alimentação, peso ou paridade, se houver variabilidade suficiente no grupo;
Quando um novo animal entra no grupo, haverá brigas para restabelecer o domínio;
De comportamento exploratório, os suínos passam de 6 a 8 horas por dia fuçando e buscando comida em grupo.
Sobre este assunto, o Relatório Anual 2024 do Observatório Suíno da Alianima – 5ª Edição, a Seara, unidade de negócios da JBS, informou que atingiu 84% do plantel de matrizes alojadas em baias coletivas no ano de 2024: 84%, de um total de 249.540 animais. A companhia aponta as seguintes situações:
VANTAGENS
· Melhores indicadores de desempenho zootécnico e reprodutivo, menos problemas de infecções urinárias, mais interações positivas entre as fêmeas.
· O consumo de água é maior e proporciona mais saúde às fêmeas.
DESVANTAGENS
· Para as granjas convencionais em processo de adequação, o sistema cobre e solta tem dificuldades de implementação no que diz respeito à disponibilidade de espaço físico para ampliação e custo elevado, devido a necessidade de maiores investimentos no layout. Para os projetos novos, não existem impedimentos.
Para ter sucesso no empreendimento, o suinocultor que optar por um projeto de gestação coletiva de matrizes suínas deve buscar assistência com profissionais especializados no assunto.
(Fonte: MAPA – Alianima – Adaptado pela Equipe Meu Agro)
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